sexta-feira, 11 de junho de 2010

Que vem do céu.

...Se o céu e o inferno realmente são reais, isso é coisa de Deus...



Eu queria que você soubesse o poder que o teu sorriso tem sobre mim, me faz lembrar de uma época inocente que nunca existiu, e eu sinto falta.
Escutar tua risada é como deitar nas nuvens feitas de algodão. É como deitar no colo de um anjo, mas você pode ser comparado com um.
Você é a projeção divina de um anjo perfeito que desceu á terra por conta própria. Seus olhos extremamente notáveis me olham como se estivessem pedindo alguma coisa, é mágico! Eu me sinto fraca, você rouba a minha energina. Me hipnotiza.
Quando você parece tímido minha alma brilha, e eu me sinto tão pura que poderia voar. Anjo.
Eu quero inosar meus dedos nos seus cabelos sem te machucar. Quero brincar com teus caracóis o tempo inteiro. Eu quero te abraçar e voar com você, quero sentar no gramado e fazer você rir da minha paranóia. E a tua respiração, anjo. Me permita ouvi-la mais uma vez. Eu amo seu silêncio e eu amo a tua voz. Anjo.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Na distância das estrelas.


Humildade para pedir paz.


Quando seu coração estiver vazado e você sentir os pedaços das veias secas caírem, você vai precisar de paz. Quando você sentir seu peito sendo rasgado com violência e seus pulmões estiverem esgotados, você vai precisar de paz. Quando você pensar que a ajuda está muito alta para alcançar, quando suas mãos estiverem escorregadias e você sentir seus dedos se quebrando em cada junta, você vai precisar de paz.
E se a luz cinzenta do céu cair como concreto sobre a sua cabeça, quando você não sentir mais os flocos de neve na sua língua, você vai precisar de paz. Quando você procurar respostas e encontrar apenas silêncio em forma de cacos flutuantes de vergonha, você vai precisar de paz. Se você pensar que o mundo está em paz e for atingido por bombas atiradas por seres humanos escondidos nas nuvens, você certamente vai precisar de paz.
Se você correr para a chuva em busca de tranquilidade, mas ela arder como ácido na sua pele, ou quando você sentir vontade de chorar quando uma alma cair em seus braços, você vai precisar de paz.

Se o ator principal do seu teatro fizer com que você se sinta apenas uma pequena parte do cenário, você vai precisar de paz. Quando você sentir humildade para falar o quanto ama alguém, e reconhecer seus erros, você vai precisar de paz. Você vai precisar de paz também quando olhar pro chão e ver uma criança com os lábios sangrando, aqueles lábios cor de vinho cristalizado, no rosto daquela criança com olhar de anjo tremendo de frio e com fome.
Nessa hora, você vai precisar de paz, muita paz! Eu sei que é difícil insistir se ninguém acredita, a sua cabeça fica tão dolorida que você tem vontade de desistir.
E você enxerga sua coragem e motivação na distância das estrelas, é aí então, que você vai precisar de paz, pedir paz, implorar por paz, desejar incondicionalmente paz. Mas não é tão difícil sentí-la, é só você fechar seus olhos, você tem que se concentrar e pedir com muita sinceridade, tem que soltar sua voz com todo o seu coração.
Você tem que dobrar seus joelhos e conversar com Ele. Não importa se seus joelhos estão cortados demais para implorar, você precisa agir como se você fosse a criança dos lábios cristalizados. E então um pouco de paz chegará até você.

Você não deve pedir paz apenas para sua criança interior, aquela que chora quando você sente medo, você tem que pedir paz para todas as pessoas, todos os seres. E quando eles fizerem o mesmo que você, um pouco de paz chegará até eles.


- Senhor, Te peço desesperadamente uma reforma completa de coração e cabeça, corpo e alma, em todos os homens deste mundo.


Amém.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Medo do desconhecido. Ou do que eu conheço bem.

Mas ela não para de pensar, apesar de todo o medo. Ela sabe que a dor é inevitável, porém a dor parece confortá-la também. Pela segunda vez que olhou pra ele e o coração acelerou ela teve mais certeza do que medo, mas era covarde demais para assumir. Ela sabia que o sentimento tinha que ser maior, mas morre de vergonha até hoje por isso e não adimite que sabe. Ela sabe que não vai se igualar ao sentimento que ainda sente por outra pessoa, mas as faícas e o coração batendo forte só podem ser um sinal. Porém ela ainda é muito covarde para assumir o amor dentro dela mesma. Ela não sabe ao certo se já estava esquecendo de como era se sentir assim ou se sabia muito bem mas ao invéz de ser bom só a machucava. Ela nega até hoje qualquer possibilidade de amor que possa existir, nega que o coração bate forte, nega que ainda não esqueceu, pois ela preferiu viver escondida na covardia e na vergonha do que tentar. Mesmo tendo a certeza da incerteza, mesmo sem saber se poderia dar certo ou não. Ela só pensa em se esconder e ser covarde e pensa: ''Pra que insistir no amor se foi justamente ele que me fez desistir de tudo?''

quinta-feira, 25 de março de 2010

Vamos ser realistas.

- O que nos faz pensar que o amor dói?
- Não pensamos, sentimos.


Embora não fosse aquilo o que ela realmente queria escutar, não deixou que uma só lágrima escorregasse pelo seu rosto e não permitiu que sua boca vomitasse uma só palavra sem sentido.
Ela estava apaixonada, era visivelmente vergonhoso, mas ele parecia não se importar. O tempo passou e ela continuou amando-o com a mesma intensidade e não deixou de esperar por ele um só segundo, ela teve pulso, foi forte, provou que conseguia e suportou até quando doia demais ao ponto de fazê-la chorar e tremer. Mas ele continuou sem se importar.
Parecia tão estranho, e com o passar dos dias ela percebeu que estava sozinha, apesar de ter pensado que tinha companhia o tempo todo, e para ele o silêncio era a melhor resposta.
Ela enjoou, falou, chorou. Mas ele era tão frio e calculista que se tivesse se importado com ela um só minuto não conseguiu demonstrar.
Ela saiu pela porta com a certeza de que seria melhor estar sozinha de verdade do que finjindo estar com alguém, e não voltou mais. Mesmo sentindo, doendo, chorando. E ele quem sabe alguma vez tenha se sentido como ela se sentia, mas parecia nem se importar.
Ela não voltou nunca mais, e ele ainda não se importava.

sábado, 20 de março de 2010

Doce ferida.

Eu não vejo seu rosto sempre, e quando vejo é nos meus sonhos. Mas se eu pudesse nunca dormir pra poder fugir da sua imagem, eu apenas queria que você sumisse da minha cabeça. E eu não sinto mais as facadas no meu peito, não como antes, agora elas se resumem a picadas de alfinetes e eu continuo suportando. Toda vez que a noite chega e eu não tenho nada pra fazer além de deitar minha cabeça no travesseiro e esperar que o sono venha junto com você.
Eu não sinto orgulho, não sinto pena, é muito banal, mas se agora tanto faz porque eu ainda sinto?
Tudo o que eu posso fazer é agradecer por você ter feito meu coração desaparecer com o tempo e quando eu penso, quando eu lembro da grande ferida e do buraco negro sem fim que está ali eu desejo nunca ter nascido.
Não é algo que possa ser esquecido, não posso apagar, não consigo. Ou talvez eu só não queira. Eu peço por mim, peço por você, e mais do que tudo eu peço todo dia para conseguir seguir em frente, peço para conseguir deixar você de lado, mas não está funcionando.
Mas se você está bem, eu deixo o que eu sinto de lado pra você ser feliz.

domingo, 14 de março de 2010

Banal

Você não cumpriu, não está cumprindo. Você disse que cuidaria de mim, achei que você precisasse de mim, mas foi você quem mudou. Não estou cobrando nada, e uma das poucas coisas que eu tenho pra escrever aqui é que você nunca vai ser amado como está sendo agora. Discutimos sobre tantas coisas, mas eu estava falando sozinha o tempo todo, era pra durar, pra ser bonito, memorável, perdemos tanto quando nos perdemos, mas tanto eu quanto você não sabe explicar onde foi o erro. O fato é: Você não se importa mais.
Não era pra ser assim, não era pra mudar, e é assim que eu me sinto quando eu vejo que você não se importa, quando você ri, quando age como um idiota e está vendo como machuca em mim. Eu fui a sua espera, o tempo todo eu senti, eu fui forte o suficiente pra te esperar, eu implorei pra você não me deixar, pra você chegar e dizer que mudou. Eu gostaria de saber o porque, e eu sei que perdi você, e mais uma vez provei pra mim mesma como eu sou fraca e covarde, mas eu não precisava perder mais uma coisa na minha vida pra provar a mim mesma que sou fracassada, porque eu sei. Eu preciso esquecer você, é o único geito de começar a pensar em mim. Eu perdi, e eu queria que você soubesse a metade dessa dor.

sábado, 6 de março de 2010

Medo.

Eu tenho medo, e eu não sei bem o porque. Eu não quero mais chorar por você, e estou decida de que você não me atinge mais. Bem, você não é o único problema, apezar de ser o maior. Devo confessar pra mim mesma que meu coração acelera perto de outra pessoa, é muito óbvio que eu não sei o que eu sinto, mas acho que ainda gosto demais de você, e isso é um problema. Quando meu coração acelera eu fico sem reação e eu tenho medo do que possa ser isso. Mas eu tenho certeza de uma coisa, eu nunca vou dizer a ele o que eu sinto, se eu realmente gostar dele, eu prometi a mim mesma que ninguém mais vai pisar encima de mim e é assim que vai ser, pode não ser a coisa certa, porque eu não sei o que é certo, não sei o que e sinto, mas eu sei o que eu não quero.
Eu eu não vou mais deixar ninguém ferir o meu orgulho como você fez. Ninguém mais vai ter chance de me machucar, mas se por algum motivo isso algum dia acontecer, eu não vou aguentar, porque meu coração está pesado, e eu tenho vergonha de me olhar no espelho porque eu vejo uma pessoa desconhecida me encarando.