Eu não mereço, e ainda não sei como pude pensar que mereceria. Talvez nenhum ser humano mereça, e não existe nada maior, não existe nada mais poderoso e ainda mais doloroso do que algo mal resolvido que afunda o peito como uma ferida aberta. Mas quem sabe, o que mais doa seja a consciência de que passa, de alguma forma passa, mesmo sem querer, mesmo sem esperar. É uma ferida que por ordem deveria estar cicatrizada, mas sangra sempre da pior maneira quando eu percebo que o dia chegou ao fim e eu nem ao menos pude ver você. Talvez não seja a tua falta o que dói em mim, talvez seja algo que existe dentro de um peito que funciona, apenas.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Posso imaginar.
Totalmente fora de cogitação
Te falar sobre como bate meu coração
Não é o que eu desejo
Mas acontece quando te vejo
Se tu me pede confiança
Ainda me sinto como uma criança
Gostaria de ser suficiente para teu amor ganhar
Mas sinto vergonha só de pensar.
Te falar sobre como bate meu coração
Não é o que eu desejo
Mas acontece quando te vejo
Se tu me pede confiança
Ainda me sinto como uma criança
Gostaria de ser suficiente para teu amor ganhar
Mas sinto vergonha só de pensar.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Quando eu lembro.
Revivendo e percebendo o erro, tentando fazer certo e fracassadamente caindo, não mudaria nada, não desta vez, nem da primeira. Gostaria de poder acertar cada detalhe, acertar meus erros sem culpa, sem vergonha, sem percepção de erro. Tudo se torna, cada vez mais involuntariamente doloroso e terrível. Frio, muito frio entre nós, entre os extremos, entre o sistema solar, tudo congelando, petrificando...e eu aqui, sem nenhum dom, nenhum poder de fazer alguma coisa que faça você sentir alegria, e o universo sabe que eu só preciso ver um sorriso, tudo o que eu preciso é um sorriso. Acertar cada detalhe no mundo não seria o suficiente para você me deixar rir do seu lado, meu último recurso foi esgotado.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Você sabe que você precisa saber.
Afinidade secreta, revelada por rebeldia e antipatia violenta sem suspeitas. E o seu presente são palavras, pode ser que soem grosseiras mas, mesmo que sejam ásperas não descrevem, nem em milhões as apunhaladas que carreguei em minhas costas sem saber, todo esse tempo. O tempo, é sempre ele que define o quão sujo alguém consegue ser, mostra o tamanho do erro e é usado também como uma ''desculpa'' para falar que não vai mais doer e que tudo vai melhorar a medida que ele passa, o tempo. Seria simples se eu pudesse tirar os calos dos meus pés com minhas mãos, ou se eu pudesse transformar meu peito rasgado e minha dor de cabeça em peso, e que bom se eu pudesse triplicar esse peso e colocar nas suas costas. E você sabe que precisa, e eu sei que você precisa, nós sabemos que você precisa saber o que é dor, e nisso sou mestre.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Seda.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
O que é amar.
Teu amor não será levado com o vento
É hábito do ser humano tentar resistir
Para alguns o melhor é fugir
Mas não te suponhas saber explicar
O que é amar
Não é entendimento
Isso se chama sentimento
Mas não permita-se gostar do escuro
Ou se acostumar, tu pode gostar
E até mesmo se machucar.
domingo, 25 de julho de 2010
Incrível
Inevitável e vergonhoso é a coragem que me falta, ou quem sabe, seja coragem sobrando. E como uma praga, um castigo, ou um dom, na luz dos teus olhos eu consigo ver se a noite vai ser de lua cheia.
Incrível como depois de tanto tempo a falta do necessário continua, impiedosamente, se alimentando da dor do incurável.
Ainda é próximo do amor, ainda é, é o limite, é meu ponto de partida e meu ponto de chegada. E é necessário acreditar em algo bom mesmo que tudo sempre seja cruel, triste e incansavelmente desesperador, considerando que depois do escuro sempre existe luz, mesmo com dúvidas sobre a terrível incerteza, cheia de artifícios.
Com a imagem na cabeça e mil pensamentos gritando todos de uma só vez, tanto me falta coração que a única razão é estar no cérebro, bem profundo como uma flecha rapidamente cravada em meu crânio, e continua, sem mistério, apenas dor.
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